19 de abril de 2018

O MAIOR DOS HERÓIS ( SUPERMAN COMEMORA 80 ANOS)



 

O MAIOR dos heróis completou 80 anos recentemente e deixar de comentar acerca desta imagem, deste ideal único, é inaceitável quando se discute o mundo dos quadrinhos, do entretenimento e de grandes personagens. Afinal, o Superman nada mais é do que a metonímia do "ser herói", o símbolo da paz, o inalcançável e muita das vezes perfeito (ou não). 

Desculpem os fãs da Marvel! Mas é inegável a posição do Super-Homem na primeira posição da IGN, graças a sua repercussão além das revistas indo para rádios, programas e telas, que a produção no mercado de histórias em quadrinhos nunca mais parou de ser investida.

COMO NASCEU O MAIOR HERÓI DOS QUADRINHOS E TELAS DE CINEMA DE TODOS OS TEMPOS?

Estreou na revista Action Comics #1(1938)  onde os leitores puderam acompanhar a primeira aventura do Superman, a edição além de estrar a história do personagem, datou um marco na indústria de produção das HQs americanas.

Jerry Siegel e Joe Shuster(criadores), eram amigos de Colegial em Cleveland e fanáticos por ficção científica, foram os criadores de uma fanzine em 1933 onde no terceiro capítulo aparecia o herói, esta obra ficou conhecida como "O Reino de Superman", foi escrita por Jerry Siegel e ilustrada por Shuster. Nesta obra o Famoso Superman aparece como um vilão, semelhante a Lex Luthor(que por coincidência ou não veio a se tornar o verdadeiro vilão do combatente do crime no futuro).

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A dupla então fica fanática pela idéia da criação de uma revista e história onde passam a lapidar o personagem e apostam nas mudanças em suas características, também tornando-o um herói. Eles queriam  para sua obra espaço em tirinhas de jornais ou em tirinhas de revistas já produzidas na época.

Foram então, a diversas distribuidoras de quadrinhos, mas nenhuma aceitou a história de um personagem com super poderes. Um cara que era à prova de balas, tinha uma segunda identidade e vestia um uniforme gritantemente colorido. Sem dúvidas não era a aposta para o momento, o qual se referia a histórias com protagonistas mais realistas...

Depois de muito chão e portas fechadas em sua cara, a dupla que já tinha determinado trabalhar com quadrinhos conseguiu seu primeiro espaço na National Allied Publications que futuramente viria a ser uma das bases da DC Comics, mas não começaram com as tiras da história do Homem de Aço. Ao invés disso esta editora precisa preencher espaços com páginas em branco nas suas revistas, e a dupla ficou encarregada de suprir essa necessecidade com as histórias do Detetive do Sobrenatural Dr. Oculto, e as Aventuras de Slam Blandley. 

Ambos personagens resistem ao tempo e permeiam as histórias do Universo DC, como o caso do DR. Oculto que aparece no vol. 12 da Liga da Justiça Dark (Novos 52)




Com a entrada de um novo sócio grande na empresa, algumas medidas drásticas foram tomadas... Eles queriam cortar os custos pagos pelos direitos autorais de tirinhas famosas dos artistas dos Jornais, e aproveitar os artistas novos ou até mal sucedidos no momento.

Outra característica  fundamental desta mudança de rumo na NAP foi a intenção de criar edições exclusivas para histórias serem contadas por capítulos em uma única revista, sem muito tempo com a gráfica na época e sem um carro chefe, O Homem de aço foi apresentado, e sem muita opção de escolha foi aceito para inicar o volume 1 das novas impressões da empresa.

Mal sabiam eles que haviam cometido AMAIOR CARTADA para o sucesso de todos os tempos quanto a criação de uma história de super heróis...

O SURTO NAS VENDAS

Eles mal entendiam e não acreditavam o que faria aquele formato, do primeiro exemplar, vender mais do que qualquer outra aposta da empresa antes, chegaram a fazer pesquisas para constatar se era mesmo por conta do Super-Homem...
O Grande sucesso fez com que no ano seguinte "Superman" ganhasse nome próprio em sua revista além de também continuar fazendo parte da Action Comics.

primeira capa firts vol superman action comics #1
Action Comics #1



CURIOSIDADE

A dupla de criadores tinha vendido a posse dos direitos autorais do personagem por 130 dólares na troca de um contrato pela produção das histórias do mesmo nas revistas, na mesma época em que o personagem estourava e ganhava programas de rádio, televisão,  séries, propagandas, eventos, cinema e etc... Confuso, mas isso pareceu ser válido para Siegel e Shuster.

Shuster desenha enquanto Siegel olha atentamente e palpita na arte final


APARIÇÕES MARCANTES DO SUPERMAN NA HISTÓRIA.



Segue abaixo os momentos mais marcantes do Super herói mais popular do mundo:

SUPERMAN - GRANDES ASTROS

Superman - Grandes Astros

Conta a história de superman refletindo sobre sua existência, moral, e toda eternidade a desfrutar(o que pode ser um infortúnio). A capa desta edição mostra o herói sentado em uma nuvem olhando para o espectador enquanto Metrópolis está em caos.

SUPERMAN #1
Superman #1 (1939)


Está é a primeira Revista solo das aventuras do Homem de aço, escrita por Siegel e desenhada por Shuster, a capa foi concebida por Leo O'mealia... A curiosidade é que ainda nesta época, o personagem não era capaz de voar, apenas saltar  pelos prédios. kkk

SUPERMAN vs MUHAMMAD ALI

suoerman vs muhammad Ali (1778)


Este foi um especial , o qual Superman enfretava muhammad Ali em 1778, esta capa foi uma das mais marcantes para a saga geral do herói.

Curioso é que está luta passou a ser retida em outras histórias tendo por sua última vez, uma HQ da Arlequina.

THE DEATH OF SUPERMAN - A MORTE DO SUPER- HOMEM

A MORTE DO SUPER HOMEM SHOUNEN GO
DEATH OF SUPERMAN


Com uma decadência nas vendas nas obras das HQs do herói, os editores resolveram matá-lo, para que então houvesse uma chamada de atenção do público... Algo do tipo: "Mataram o Superman! Mas Como".

Sem dúvidas esta também é uma das capas mais icônicas da história do Super-Homem, que teve seu design feito por  Dan Jurgens.

Com esta ideia surgiram muitos roteiristas de várias vertentes que resolveram matar o personagem em várias histórias, mas sim, Superman teve uma morte na linha do tempo canônica da DC Comics. Para depois surgir títulos com, "O que aconteceu com o Superman" e "O retorno do Superman".
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2 de abril de 2018

Desenhar é DOM ou TREINO?



Antes de mais nada devo esclarecer dois pontos: O primeiro é que respeito quem acredita que o dom artístico advém somente de condições supra humanas, e que os maiores cânones da história nasceram para ser grandes. É uma visão que engloba o metafísico acima de tudo, afinal, alguém que nasce Picasso, no princípio, deve ter sido muito amado lá no céu, né? Agora, já o segundo ponto, é dizer que também respeito aqueles que acham tudo isso uma balela sem precedentes, haja vista argumentarem que sem treino motor para tocar um instrumento, desenhar ou fazer uma escultura, não se aprende a verdadeiramente tocar, desenhar ou esculpir. Ora, respeitar os dois, no entanto, não significa que corroboro com suas visões... E mais ainda, acredito que ambos estão equivocados em muitos pontos. Os primeiros, por sua vez, contariam sempre com o "predestinado", e os outros diriam que qualquer um poderia ser um Pelé, um Jimmy Page ou um Takehiko Inoue, afinal, com treino se chega lá, certo? Ambas as visões sentencio como equívocos severos, ademais, vamos adentrar nesta polêmica para ver se - com certo esforço - consigo tipificar e elucidar minha visão. 


Pois bem, o fazer artístico é DOM ou TREINO? Nas últimas semanas vi uma dicotomia TREMENDA em relação a este assunto deveras polêmico... E por ser complexo e interessantíssimo, resolvi discorrer em suas possibilidades. 

Argumento 1. Se se pensa na arte como algo de "berço", então qualquer um que tente exercer o fazer artístico, seja escrever ou desenhar, que não tenha predisposição para aquilo, estaria fadado ao iminente desastre natural. Ou então, mesmo que conseguindo exercer e expressar-se através da linguagem artística, ainda sim seria inferior àqueles que NASCERAM com o DOM para a cousa. É perigoso afirmar algo tão drástico sem poder sequer provar empiricamente, afinal, tais frases significam pragmaticamente o seguinte: Mesmo que você se esforce jamais irá chegar lá, mesmo que doravante siga os passos dos grandes artistas. Isto é, para que se esforçar num sonho bobo e medíocre? Não nasceu com o dom, não tem qualquer predisposição para isso... O Neymar jogava mais bola com 10 anos do que você joga agora, Kentaro Miura desenhava muito mais que você AGORA, quando tinha só uns 12 anos... Pra que tentar se NÃO VAI chegar lá? Mesmo que motive-se e se esforce cotidianamente estará abaixo dos "predestinados" com o DOM.

Esquisito pensar dessa forma, não é mesmo? Chego até a cogitar que tenha um fundo de verdade nisso tudo (Mesmo que seja duro assumir). Pense bem... Se você treinasse algo que não tem a menor disposição física e mental, quiçá espiritual, para exercer, enquanto outro que tivesse tal predisposição treinasse da mesma forma, o mesmo período... Quem ficaria acima de quem em técnica e qualidade? E aprofundando mais ainda, você acha que se não tivesse uma predisposição física, mental e espiritual para exercer tal faculdade, conseguiria treinar o mesmo tempo e com a mesma facilidade de um gênio que faz aquilo tudo por vontade própria e gosto? 

Se acredita que sim, então para você bom é quem treina, e qualquer disposição inerente ao ser é pura falácia, e é errado desacreditar das pessoas, pois possuem capacidade infinita de serem o que quiser com o empenho correto. É um pensamento bonito, e compactuo em muito com o exercer de suas vontades afim de se chegar a um objetivo maior, um sonho, uma ambição. Mas é evidente que existem limitações, e ao mesmo tempo que existem limitações - e deve imaginar doravante que todos encontram com "aporias", no meio do caminho, uma hora ou outra - existem os gênios que destroem estas muralhas de impedimento, mostrando porque são tão bons naquilo que fazem, porque são especiais, diferentes... Canônicos

Ou seja, com devido empenho se chega onde quer, mas o topo talvez necessite do algo mais, e o algo mais talvez não coube a nós, mas a Deus.


Argumento 2. Se se vislumbra o fazer artístico, mais especificamente o ato de desenhar, derivado de esmero, dedicação diária e estudo, acredito que faça parte dos que acreditam que treino puro resolve, certo? Bem, concordo em partes com sua visão de que o treino excessivo e a vontade geram progressos imensuráveis na sua atividade. 

O problema desta questão é a seguinte: E se um garoto de 8 anos tocar na guitarra algo que necessitaria uns 10 anos de prática e estudo apurado? Ele não teria algo de especial? Se uma criança de 11 anos tirasse no violão clássico canções que necessitariam de uma apurada leitura de partituras e mecanização dos acordes nas mãos, que em anos um grande violonista teria dificuldades para aprender, ele não seria ESPECIAL, DIFERENTE dos demais? 

E se por acaso o mesmo ocorresse com um pintor ou desenhista? Aliás, Picasso fazia pinturas belíssimas desde criança, Miura (Já citado no texto - Mangaká de Berserk), desenha a nível profissional desde os 12 anos de idade... E o que falar de Takeshi Obata ( Death Note; Hikaru no Go; Bakuman) que aos 15 anos de idade ganhou um SUPER concurso no Japão, vencendo de diversos mangakás experientes, tanto na escrita quanto no desenho? Prodígios assim existem em diversos âmbitos, não somente na arte e no esporte... Mas também existem crianças que fascinam o mundo nas ciências exatas desde cedo, fazendo cálculos e adentrando em assuntos que NÃO DEVERIAM saber, se interessar ou ter mínima capacidade àquela altura, para executar... Mas o fazem, contrariando a tudo e a todos. 

Dizendo de forma resumida e pura, o que quero enfatizar é o seguinte: Como alguns jovens tocam instrumentos mais e melhor que mestres formados, tendo 1/3 da idade dos mesmos? Ou então como crianças desenham maravilhas sem nunca ter feito um curso ou frequentado as melhores universidades, tampouco terem tido a experiência necessária para tal? Curioso, não? 

E a ciência explica? Até tenta... Mas dizer pragmaticamente porque uma garotinha de 12 anos toca mais que um professor de música de 40, não é tão simples assim. Ou então, explicar como um moleque pinta mais que um grande artista com seus 30 anos, sendo que adquiriu tal habilidade  5x mais rápido que um MESTRE normalmente adquiriria... Curioso, não é mesmo? Existe... E pode estar mais próximo do que imagina (Bem comum ver isso com jovens matemáticos ou jovens esportistas). 

Isto é, negar a existência do "algo mais", é negar a existência de gênios... E se comprovadamente existem, é uma errata desacreditar do dom. 


Enfim, é claro que questões genéticas entram nisso tudo, dá pra saber logo ao nascer quem será um bom atleta velocista e quem não tem predisposição genética para tal. Contudo, a cousa toda fica mais complexa e emblemática ao pensar na arte. A arte é a pura expressão do ser em essência, e não se sabe quem será ou não será grande artista analisando o DNA ou simplesmente o meio em que viveu (Muitos gênios vieram da nobreza, muitos da burguesia e muitos outros das favelas). Ou seja, a genialidade do artista, mesmo que de berço, não pode ser percebida nos primeiros instantes de vida... Pelo menos não com análises científicas. 


Porém, é muito interessante algumas pesquisas que se fazem em relação à atividade do artista mundo a fora. Ora, numa Universidade prestigiada da Europa fora feita uma pesquisa com os melhores violinistas do local, e também com os mais iniciantes, menos prestigiados, por assim dizer. Algo incrível foi percebido neste estudo: Foi notável, após as pesquisas, que aqueles que tinham mais horas de estudos diários e mais tempo de estudo em sequência coincidiam, em TOTALIDADE, aos melhores violinistas da casa. Ou seja, quem havia passado mais tempo treinando e se esforçando era o melhor, simplesmente e diretamente proporcional ao esforço. Mas é claro, estávamos falando de um ambiente com gênios, talvez todos tivessem o mesmo DOM e desempatavam de acordo com o TREINO... É uma opção, é uma leitura do caso. Todavia, é uma prova explícita do quanto o esforço diário e a dedicação são necessários... Os melhores pianistas passam de 8 à 12 horas diárias treinando por longos períodos, além do treino motor e de partituras, o improviso, o arranjo, a composição e etc. Sentir prazer no algo que exerce é fundamental para passar horas a fio aprimorando-se e não enjoando do que faz (O que é importante contra a falta de inspiração e preguiça). 


No quesito do esporte, grandes nomes são reconhecidos por terem sido GRANDES GÊNIOS atletas, enquanto outros são reconhecidos por terem sido GRANDES GÊNIOS preguiçosos. No primeiro caso, temos o já citado Pelé, temos Michael Jordan, Cristiano Ronaldo (Como exemplo mais atual), e agora no caso dos grandes gênios preguiçosos temos mais opções ainda... O mais triste para todos nós talvez seja o Ronaldinho Gaúcho (Saiu do auge muito rápido por não treinar o quanto deveria) e talvez Maradona que nunca foi muito adepto aos treinos diários e condicionamento saudável (Vide drogas e má alimentação). 

Diego Maradona beijando a mão de Ronaldinho Gaúcho.


E não se engane... Na arte também tem isso! Não se esqueçam do nosso amado Togashi! O gênio preguiçoso dos eternos hiatos em suas obras... No fim, o fazer artístico, é a síntese do Dom, a que não cabe a nós discutir e só aceitar, e o esforço (Este é nosso papel no mundo), a busca incansável por nossas ambições individuais e prazeres específicos. Bem, pelo menos esta é a minha visão completa do caso. Comente sua opinião e nos siga nas redes sociais! 

Yoshihiro Togashi Mangaká de Yu Yu Hakusho, Hunter x Hunter e Level E.


Artigo de Chico Lacerda, Escritor e Editor da Shounen Go!
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