28 de fevereiro de 2018

Gantz vs Berserk - Exposições



Qual deve ler? 

OS DOIS! Sim, tanto Gantz quanto Berserk são duas grandes obras, leia os dois, (Gantz será mais fluido, Berserk mais pesado na leitura em alguns momentos, mas valerá cada segundo) compara-los é até inocente, mas em breve explico porque vejo tal NECESSIDADE.

Vamos lá, sem enrolações: Por que Gantz é melhor que Berserk? Vou ser direto neste assunto, para não parecer usar de Sofismas tentando provar uma falsa visão.


Para provar dividi as obras em algumas interseções denominando-as de Os 7 FUNDAMENTAIS:

Plot Central
Personagens
(Principais, Coadjuvantes e Antagonistas)
Diversidade
Condução
Arte (Traço, Cenário e cenas em geral)
Originalidade
Roteiro

Os Sete Fundamentais evidenciam o melhor das obras, e pontuei em notas de 7 à 10, pois bem... Vamos lá:

Plot Central - Seria o núcleo base da obra, o enredo FUNDAMENTAL, que sem ele não seria POSSÍVEL a existência da obra. Está intimamente ligado com Condução e .Roteiro.

Neste caso ficaria 10-8 para Berserk, evidentemente a base da história e os altos e baixos são mais profundos e até derradeiros do que Gantz. Pelo menos até a metade. Acredito que isto seja inclusive um consenso dos que lerão este artigo, então não me demorarei nesse tema.


Personagens - Seriam as personagens da obra, dos protagonistas e antagonistas aos coadjuvantes, além da maneira que foram construídos e a relação deles com a obra.

Na minha análise é um empate de 10-10, ambos inovam nos antagonistas e os personagens principais são interessantíssimos, apesar de Gantz ser superior em coadjuvantes, levei mais em conta os tantos vilões e a forma como foram utilizados, por isso o empate. No entanto, poderia ser facilmente dado como vitória para Gantz. Torno a dizer: Mais personagens coadjuvantes emblemáticos, e personagens principais de apoio bem mais interessantes. A maioria dos fãs de Gantz fica no trio Caska-Griffith-Gutts; no outro caso, tem uma abrangência maior, sem dúvida alguma. Não só dos tantos Coadjuvantes bastantes presentes na obra, mas principalmente pelos protagonistas de apoio... Não é só "Gutts, Gutts, Gutts...". Alguém discorda que Berserk tem poucos personagens interessantes presentes no plot da JORNADA? Deixe nos comentários.


Diversidade - Esse ponto pode ser um pouco mais polêmico. Terminei em 10x10 novamente, mas muitos dirão que Berserk é superior e muitos outros dirão que Gantz é superior. A realidade é: Ambas as obras apresentam diversidade em seus personagens, cenas e cenários... Mas de modos dicotômicos. Um aborda uma realidade alternativa num típico medieval Europeu, e a outra obra abrange um Japão contemporâneo, mas com elementos de Sci-Fi entranhados na obra de diversas formas. A maior diversidade de Berserk pode ser vista nas batalhas, nos cenários, nos diversos exércitos, suas composições e principalmente antagonistas. Já em Gantz a dicotomia é nos protagonistas de apoio, nas cenas dramáticas e, como na primeira, principalmente nos antagonistas (Tanto Alien diferente pela obra da um tom louco, frenético e mesmo com certo asco, torna-se genial ao longos dos capítulos. Diversidade se relaciona com muita coisa, desde a Arte ao Roteiros... Mas fundamentalmente está ligado à Originalidade.



Condução - Adianto: Esta será a conclusão mais polêmica, pois defini 10-8 para Gantz. Por quê? Vamos lá.

Gantz é uma obra indubitavelmente complexa, de certo muitos consideram-a "confusa" (E um Seinen não tem tal direito? Ser confuso? Ser complexo? Causar medo, dissabor, desgosto?). Já Berserk é considerado também complexo, mas é incomum alguém chama-la de confusa, ou mal elaborada. Os arcos são bem feitos, o roteiro é bem estipulado, tudo bem amarrado. Mas num ponto fica chato (Não somente pelos hiatos, mas principalmente pela repetição). Todavia, como um mangá repetitivo pode ter diversidade? É ai que entra a ORIGINALIDADE: Berserk tem diversidade repetindo a mesma fórmula, acerta bem no desfecho e tudo mais, mas é um consenso notável que a leitura é pesada, as vezes lenta e até mesmo cansativa (Para alguns insuportável).

Empiricamente notei que mais gente desistiu de Berserk pela leitura cansativa, ou seja, erro de Condução, do que por hiatos (Que também é um erro por assim dizer).

Porém, os fãs de Berserk devem pensar que 10 a 8 ainda é um placar injusto, afinal, Gantz não é confuso?


Bem, confuso pode até ser. Mas não deixa de ser bem pensado e elaborado. Ser confuso não implica ser mal feito ou "furado", a obra foi bem montada e baseada em horror, e "loucuras intensas" tal qual Alice no país das maravilhas, talvez (Nas devidas proporções). E tudo isso num tom desprezível que somente Hiroya Oku consegue levar mantendo o plot, e a leitura fluida e quente... Isto é, mantendo a CONDUÇÃO da obra num nível equivalente nos diversos capítulos e arcos.

O Gradual de Gantz é equivalente ao de Berserk até meados da obra, mas em um ponto este fica lento, cansativo e retilíneo. Enquanto aquele outro, mantêm-se fluido, agressivo e emocionante (Intenso).

Destas afirmativas derivam a vitória de Gantz neste quesito. (Obs - Isso não faz da obra do Espadachim negro menos obra ou chata).



Arte - Níveis altos em ambas as obras (Traço, cenas de luta, cenas dramáticas e cenários), ambos possuem traços realistas, e Hiroya utiliza 3D na sua obra, enquanto, por sua vez, Miura intensifica a obra em detalhadas cenas de batalha... Detalhadas e antológicas.

Poderia ser empate? Sim. Mas serei o mais justo e imparcial possível neste caso: 10-9 Miura.

Por quê? Quesito dificuldade pode ser semelhante, ainda mais pelo uso do 3D nas cenas de Gantz... Mas a complexidade dos traços de Berserk é notável. Portanto, mesmo com DIFICULDADE equivalente em técnicas diferentes, Berserk é mais complexo e harmonioso... Isto é, mais trabalhoso, por assim dizer.


Originalidade -  10x8 para Gantz. Já citei os motivos, Berserk se torna repetitivo, cansativo e a história se passa no clichÊ medieval em guerra.. Já vimos isso em filmes, séries, livros, animes, mangás, jogos e por aí vai. Faz sucesso? Faz, claro! Mas não é tão original assim, tampouco os personagens. Mercenários e guerrilheiros básicos do período, Griffith foi idealizado como um nobre de sangue não azul e por aí vai, nenhuma grande inovação em roupas, cenários e armas... Nos apóstolos, talvez, mas o tema pagão e demônios é tão clichê quanto os Aliens de Gantz. Mas, percebam como os Aliens são usados em Gantz... Já de cara é algo bastante dicotômico e incomum... Um ALIEN CEBOLA, e por aí vai, desde dinossauros a bonecos. O Universo é mais amplo, mais surreal e, por conseguinte, ORIGINAL.

Por assim dizer... Podemos dizer que Gantz reinventou o que imaginamos de Aliens, em todas suas formas e diferenças, e mais ainda, criou um jogo bem criativo, mortífero e com INÚMERAS variáveis. Parte de premissas incríveis, pessoas mortas, uma sala... Caça, você volta vivo se não morrer no jogo e por aí vai, elementos psicológicos fantásticos derivados desta base criativa.


Roteiro - Outro empate em 10-10. Ambos tem falhas no roteiro, estritamente falando. E ambos não demonstram no roteiro sua melhor face... Lembrando que Plot e Roteiro tem divergências... Então história legal não significa bom roteiro e vice-versa.


Ficamos então com uma pontuação de 67 à 66 para Gantz. Vitória apertada, mas justificada. Em breve a parte 2 desse artigo sairá, comentando acerca dos comentários em oposição este artigo e aprofundando os temas discutidos... Agi num tom mais superficial e de pontuações breves propositalmente. Um dos objetivos era  ver a reação e as discordâncias, podendo assim ampliar minha própria visão e refutar de uma maneira geral, as discordantes.

Obrigado quem leu até aqui, caso concorde ou não. Acompanhe!



CANTUÁRIA. B CEO and Founder of Shounen Go!  
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25 de fevereiro de 2018

Mangá é ARTE! Queira você ou NÃO!




Recemente um post polêmico acerca da concepção artística de histórias em quadrinho, foi compartilhado por alguns amigos na rede social Facebook, sua origem? Shonen Comics, uma nova plataforma que surge com o viés da inovação e compromisso ao seu lado. Ou pelo menos era isto o que diziam defender.


De primeira ao observar o post, há certo espanto com a frase, afinal, o mestre Tetsuo Hara criou nada mais nada menos que a antológica obra Fist of the North Star (Também conhecido como Hokuto no Ken). 


Devido a tal alarde um dos autores da Shounen Go! foi pesquisar curioso, evidentemente, atrás de como foi dada esta resposta e em qual circunstância se encontrava o autor ao respondê-la. Prestem atenção de como foi conduzido tal ato impróprio, tal equívoco por parte da página que postou. 

Aqui está na íntegra a resposta do mestre que criou Hokuto no Ken (A verdadeira resposta, completa, em contexto e sem omissão ou deturpação): 


A tradução livre que fizemos (Para aqueles que não dominam o inglês seria):

"Na França e na América, os quadrinhos são feitos com cores, e devo dizer que me parece uma forma de arte. Se você visitar esses países, dirão que mangá é arte. Mas não pensamos dessa forma. Esse jeito de pensar é fundamentalmente diferente, pensamos que mangá é puro entretenimento" (Tetsuo Hara)


Evidentemente há alteração explícita no sentido da frase, e esta, promove interpretações equivocadas por parte dos leitores de mangá (Ou Comics em geral), quase como um Fake News. Aliás, tal assunto foi tratado sem o mínimo de desvelo, e é devido não somente a omissão do sentido real da frase que venho escrever este texto, mas pela negligência pérfida e galopante inferida a partir de uma frase como "Mangá não é arte... Mangá não é arte... Mangá não é arte". Isso mesmo autor de quadrinhos, você é um "showman" que não detém nenhuma proeza específica, tampouco dialoga através de vários sentidos para se expressar. Afinal, você, pobre mangaká, pobre ilustrador, pobre PSEUDOARTISTA... Não passa de entretenimento pueril, descartável, "capitalesco" e nada canônico.

Mas isso é uma FALÁCIA! A Go! discorda, eu discordo, e qualquer leitor ou autor minimamente instruido descordaria. Até porque, Arte, pela etimologia, descende do latim Ars - Que significa TÉCNICA. Além de ser caracterizada como expressividade, através de diversos caminhos, de diversas linguagens... Uma pintura, quiçá um texto, uma escultura, uma música, uma dança, um DESENHO


Ou seja, a premissa de que a produção não seria uma arte é puro sofisma, e que inclusive, foi baseado numa interepretação errônea e mal educada de uma frase de um GRANDE artista, que é o Tetsuo Hara. Na verdade, qualquer um que tenha o mínimo de escolaridade e arrumação intracromossomial específica, vai perceber que ele está dizendo algo como: "Os gringos idealizam muito a produção de mangá, pra gente é sem sentido, porque mangá é muito comum. Aliás, o deles que parece arte, é todo colorido". Ou seja, ele explicita que o mangá é tão comum no Japão que não é romantizado, e ainda sim é meio equivocado ao dizer isso, (Vide: Bakuman e tantas outras obras que praticam o Metonímico ato de dizer o mangá através do mangá) contudo, é a opinião do autor, e somente isto... Devemos respeitar e procurar entender e rebater, mas, jamais, DETURPAR como foi feito. 


Enfim, a tradução por parte da Shonen Comics foi errônea, o modo que trataram com total desmazelo tal caso, foi errôneo. O post em si é um erro, é um fake news, e mais ainda, é um ataque a todos aqueles que (Desculpe falar) se FODEM todos os dias para fazer obras incríveis aqui em solo Nacional -apesar dos pesares-, ou até mesmo no Japão, que seja. Arte advém da expressividade através de múltiplos significados e da estética objetiva... Além de treino, treino, muito treino (E talvez um toque de dom). Mas nunca, jamais,... A Arte será baseada numa opinião pouco embasada de uma plataforma que antes de se lançar, já peca, já sangra, já arde em si e por si. 


Mangá é arte, Desenho é arte, Shonen Comics não Só entretenimento ;) - 



CANTUÁRIA, B. CEO e Fundador da Shounen Go!
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24 de fevereiro de 2018

WARFRAME - E disseram que daria ERRADO!



Aposto que nesses últimos tempos já ouviram falar, mesmo que vagamente, do TPS (Atirador em Terceira Pessoa) Warframe. Mas o que basicamente é Warframe ? O nome dado às armaduras dentro do jogo ? Não… Na verdade sim, mas isso é quando já estamos dentro do barco andando. 


O ponto é, até alguns anos atrás todos os críticos diziam que o jogo morreria em breve, era péssimo, mal otimizado e etc. Mas por que então ele é um dos jogos mais jogados na Steam e tá no mercado até hoje? Vamos por um passeio mostrando porque Warframe está aí até hoje, quando todos diziam que não.


Primeiramente a Digital Extremes, empresa que desenvolveu e administra o jogo, é uma companhia, que ao contrário de muitas, faz algo bem melhor que a maioria acha fazer, eles escutam seus jogadores, ao invés de simplesmente criar o jogo na visão dos desenvolvedores e ficar por isso, ou fazer nerfs e buffs focado totalmente na equipe do competitivo. A equipe Warframe está sempre escutando as pessoas por meio do suporte técnico, fóruns e lives no twitch.

Não é toda empresa que escuta seu cliente, mas eles sim, estão sempre buscando formas de melhorar a situação para o jogador, consertar eventuais erros, projetar eventos que disponibilize itens ou cosméticos raros, de modo que faça o jogador se sentir valorizado e ouvido.


Segundo ponto, ainda relacionado à empresa, mas com um pé agora já dentro do gameplay. O jogo é totalmente grátis. Aposto que os olhos de alguns leitores até brilharam agora. Alguns já vão apontar o dedo dizendo que existe o ‘platina’ dentro do jogo, que é a moeda paga do jogo (cash, rops, tokens, etc.), mas aí que vem a maior questão, tudo que há no jogo é grátis, você só precisa trabalhar/grindar para conseguir todos os itens.

Existem itens de clã, que apenas em clãs com a pesquisa completa podem fornecer, mas com recursos que o jogo oferece não é difícil adquirir os itens necessários de pesquisa. Existem itens de chefes, que caem apenas de chefes (sério?), logo com um pouco de determinação, você consegue esses itens, mesmo que o chefe seja um pé no saco, ou as vezes não caia o item exato que queira… *longo suspiro*... E por fim existem os itens primes, que são versões melhoradas (e douradas) de armas e armaduras existentes, as quais podem ser adquiridas por relíquias que você adquire ao longo do jogo (relíquias douradas são melhores).

Quando você ver algo chamado Prime Access, isso significa o lançado de algo prime novo, mas ali embaixo tem aquele preço que até dói ver. A última armadura prime a ser lançada foi a Mirage (minha waifu), o preço que você paga não é pela armadura, mas por ela, todas as armas novas que vieram junto dela e um conjunto de platina extra. 

Caso você queira apontar o dedo dizendo que é pay to win, aí vai minha contra resposta: O jogo recompensa quem se esforça a grindar e pegar tudo, então virtualmente você pode ter tudo que há no jogo.


Caso você queira acelerar seu caminho, você pode muito bem só comprar as platinas, gastar no que quiser e ser feliz. Mas perdemos nisso, a essência que o jogo é… Se esforçar e sentir o gosto da vitória de coleta.

Quando eu disse virtualmente pode obter tudo no jogo sem gastar seu suado dinheiro é verdade e uma inverdade. Existem paletas de cores, capas da oficina steam (tennogen), decorações e acessórios que não são obtidas por grind, apenas pela compra. Exceto os itens tennogen que é algo externo ao jogo, pois jogadores podem projetar cosméticos para jogadores… então não culpe o jogo por não poder comprar aquela capa ‘repala’, que te faz parecer um centurião romano.


Aí chegamos no nosso terceiro ponto, a comunidade. Eu pessoalmente achava que a comunidade do Overwatch era ativa, (e tóxica) mas quando vi a comunidade Warframe… Uau… Uma comunidade que ajuda outros jogadores, onde a maioria não está competindo para falar que você é um lixo, ou que devia jogar outro jogo, ou que comeu sua mãe. 

O jogo é principalmente PvE, ou seja jogador versus ambiente, então a maioria dos jogadores se reúnem em fóruns para discutir trocas de itens (uma excelente fonte de renda de platina dentro do jogo, tá aí sua chance de comprar espaço para itens e paletas de cores), discutem qual a melhor construção para uma certa arma ou armadura, dicas para missões específicas, etc.


O jogo devia estar morto como eu disse previamente, mas foi um conjunto de duas coisas que fizeram o jogo sobreviver por tanto tempo e ainda fazer dele um sucesso. Empresa e Comunidade. O jogo de fato era mal otimizado e ambicioso demais para um jogo grátis, mas ao longo que os jogadores não desistiram da ideia, assim como os desenvolvedores, eles foram capazes de fazer Warframe um jogo excelente.

É até interessante imaginar qual é a premissa do jogo: “Ninjas jogam de graça”. Eles literalmente resolveram misturar várias coisas que jogadores gostam: ninjas, espaço, poderes além da imaginação. E isso faz de Warframe um jogo viciante, você começa a pegar o jeito, ou pega uma nova arma que goste, um arco, metralhadora, lança foguete, escopeta, lança serras; sem contar a habilidade que cada armadura oferece, ressuscitar inimigos mortos, congelar, incendiar, envenenar, paralizar, energizar… *suspiro em êxtase*... Tudo isso faz você se sentir um guerreiro mítico, enquanto varre as hordas dos sentients, corpus e grinners (facções inimigas).


Apenas possuo duas reclamações, o grind excessivo, mas isso é algo que não podemos fazer nada sobre. E outra, jogo reconhece que estamos lidando com pessoas que sabem o que são jogos, que já jogaram FPS, ou TPS antes, então eles largam da sua mão bem rápido, o que não é algo ruim, exceto nos momentos em que você acha que já coletou o que mais queira e não sabe o que fazer em seguida, mas isso vai demorar algumas dezenas de horas para acontecer.

Se você gosta de jogos com um passo acelerado, algo dinâmico, um bom cooperativo, não se importando com o grind, eu recomendo muito Warframe.

Caso venham a dar uma chance ao jogo, nos vemos no sistema origem (Sistema Solar).



Dan Andrade Autor da Shounen Go!
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21 de fevereiro de 2018

Castlevania da Netflix: Vale a pena continuar assistindo?



Primeiramente o Castlevania da Netflix não tem na haver com o “LORDS OF SHADOW``, quem ficou comparando isso se enganou. Essa animação é baseada em Castlevania 3 que foi lançado em 1989.


Por isso muitos não gostaram porque esperaram que o desenho fosse uma adaptação do Lords of shadow.

Eu particularmente achei essa animação perfeita, gostei bastante dos traços, ficaram muito bonitos e com isso as paisagens os personagens ficaram bem reais. 


Apesar de ser uma animação americana, não deixaram perder aquele jeitinho de anime que tanto amamos. A única coisa que senti falta foi o uso das trilhas sonoras, ficariam ótimas nas cenas principais da animação, a Netflix deveria pensar nisso e utilizar na próxima temporada. Porque acho que daria mais vida ao desenho e lembraria mais ainda ao jogo!

Agora os personagens ficaram insanos, foram muito bem pensados e elaborados, em todos os aspectos, A Netflix fez um ótimo trabalho em questão disso. ESTÁ DE PARABÉNS NETFLIX!!!!


Então vamos falar sobre eles, porque eu amei todos e espero que vocês também!

Vou começar com a Lisa que na animação está bem fiel a Lisa do jogo “symphony of the night” em suas características e não a Lisa do Castlevania 3. 


A animação traz muitas cenas e características do symphony of the night como essa da personagem sendo queimada como bruxa, e até suas últimas palavras foram retiradas do jogo para animação.

O Drácula eu acho que tem uma mistura do primeiro Drácula dos jogos (Mathias) com o Drácula x chronicles que foi um remeiquer do Drácula X. Achei o desenho bem inspirado aos dois:


Trevor Belmont é uma mistura do personagem do jogo Castlevania Judgment, com a roupa bem semelhante do Castlevania Curse of Darkness. Nenhum desses personagens foram baseados em Castlevania 3.


Uma coisa que me chamou a atenção foi do Trevor usando o machado que é referência as armas usadas nos jogos, o jeito também que ele joga o machado e o machado sai rodando é muito parecido com os jogos.

Eu achei interessante também o Trevor encontrando os monges dentro de uma caverna e encontra a estátua de Sypha igual em Castlevania 3, e depois tem a luta com o Ciclope que é idêntico ao jogo.

Sypha é a única personagem que ficou fiel em todas as características ao Castlevania 3.


Em uma cena o Trevor e Sypha cai em uma torre de relógio igual ao Jogo, e depois dessa cena eles encontram o caixão do Alucard que também é parecido com o jogo.

Agora o personagem Alucard já foi jogada de Marketing da netflix, utilizaram todas as características do Alucard do symphony of the night, porque é o Alucard que todo mundo mais conhece.


A luta entre Trevor e Alucard foi sensacional e no final o Alucard coloca o manto dele que é idêntico ao do symphony of the night.

Com tudo isso só podemos concluir que a animação Castlevania da netflix tem tudo para ser um sucesso, não vejo a hora para sair a segunda temporada que está prevista para entre junho e setembro deste ano.


FINALIZO LEMBRANDO ESSA CENA EPICA DE CASTLEVANIA:


ESPERO QUE VOCÊS ESTEJAM TÃO ANSIOSOS QUANTO EU!!





Nathália Santos Editora da Shounen Go! 

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20 de fevereiro de 2018

Vale a pena assistir o FILME de Fullmetal?



Hoje assisti o filme em live action de Fullmetal, para aqueles que não conhecem a obra aqui vai um breve resumo, e MINHA OPINIÃO, acerca desta adaptação:

Fullmetal Alchemist é uma série de mangá shonen escrita e ilustrada por Hiromu Arakawa. O mangá foi serializado na revista mensal japonesa Monthly Shōnen Gangan entre agosto de 2001 e junho de 2010, com os seus 108 capítulos individuais compilados em 27 volumes publicados pela editora Square Enix.  Foi também adaptado em duas séries de televisão de anime e dois filmes de animação produzidos pelo estúdio Bones e uma light novel.

O mundo de Fullmetal Alchemist é baseado no período após a Revolução Industrial Europeia. Situado em um universo ficcional em que a alquimia é uma das mais avançadas técnicas científicas conhecidas pelo homem, a história concentra-se nos irmãos Edward Elric e Alphonse Elric, que estão procurando a pedra filosofal para restaurar seus corpos após uma desastrosa tentativa de trazer a mãe falecida de volta à vida através da alquimia.


O filme foi gravado na Itália, dando uma boa ambientação, mas também destaca um grande erro no, o longa conta só com a presença de atores japoneses (Itália povoada exclusivamente pelos japoneses?), não que os atores japoneses sejam ruins, os atores fizeram muito bem o seu papel com destaque para o ator da Gula e atriz que faz a Riza Hawkeye, e claro o  Alphonse Elric (Em CGI ficou demais)... Mas alguns atores Europeus seria interessante!

 A história, em si,  não segue tanto a obra original. Teve muitas mudanças, mas passa bem a essência da obra original, os efeitos especiais não são dos melhores em algumas cenas. Porém, mesmo com esses erros, eu gostei sim do filme! Não ficou tão ruim como muita gente está falando, caso tenha continuação eles podem corrigir os erros, melhorar os efeitos especiais e deixar um pouco mais fiel, além de adicionar outros personagens importantes para história, e claro, (por favor) arrumar uma peruca melhor para o ator que faz o Edward.


Os grandes vilões do filme são os homúnculos e o shou tucker (quem se lembra desse desgraçado?). Eu dou nota 6/10 para o filme, se comparado a outros live actions de mangas/animes (Trágico Dragon Ball e Death Note) Fullmetal Alchemist é considerado excelente.

O filme chegou ontem na netflix e tem a opção de dublado em português, com a maioria das vozes da dublagem original!


Vale a pena assistir, mas se não gostar, faz parte! É bom, mas pode frustrar.


Mateus Paiva, Editor da Shounen Go! 
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19 de fevereiro de 2018

Protagonismo - NÃO SEJA UM FÃ CHATO!



Há tal coisa como protagonismo? Há, e nega-lo é negar a existência de autores incompetentes em dar um desfecho válido a seus arcos e história. Mas apontar com "dedo de gesso" protagonismos onde há emoção, reviravoltas ou novidades, é ser definitivamente chato, um FÃ CHATO. E vou explicar o devido porquê. 




Primeiramente, devemos entender que estamos falando acerca de obras ficcionais de estilo mangá, mais diretamente "Shonen" (Mesmo que alguns Seinen - acredite se quiser - sejam acusados de compactuar com a lógica do Protagonismo), ou seja, estamos falando de obras onde os personagens importam mais do que as próprias histórias, além de sabermos que o discurso por trás da mesma, dialoga com quesitos otimistas. Temos como exemplo: amizade, perseverança, união, amor, superação e etc. Contudo, no fim um Shonen que prega de praxe pensamento positivo, união e determinação, deve haver a vitória, ora. Afinal, como atestar que tais sentimentos positivos funcionam, senão com a vitória. Ou vocÊ não sabia que o Naruto se tornaria Hokage e Ichigo derrotaria Aizen? É claro que sabia, mas vocÊ não sabia COMO (Este é o ponto). O início e o fim pode ser clichê, cabe a nós conversar acerca do MEIO. 


Todavia, argumentar contra tal "protagonismo" dizendo coisas do tipo: "Ah, mas o protagonista sempre vence", é estar indo contra a própria lógica do protagonista, por conseguinte, contra a própria lógica do Shonen. E se você faz isso, saiba de antemão, é um fã chato! Deveria procurar obras Seinen onde a dinâmica é diferente da citada... Algo mais adulto, possivelmente mais obscuro. Porém, exigir tal realismo em obras, como bem disse, "pra cima", é não entender nada sobre o que está dizendo. É ser definitivamente o fã do tópico. 


Mas àqueles que não se submetem a argumentos superficiais num tema tão polêmico, direi mais um pouco:

Primeiro Ponto - Mesmo que você entenda que o protagonista tem que vencer, ainda é contra o "protagonismo" por achar que deve ter uma explicação plausível para a vitória do mesmo, certo? Entendo seu ponto, mas ele possui algumas falhas, afinal, estamos no campo das ideais, muita das vezes não palpáveis. Exemplo: E se Atena motivar Seiya no último segundo? Ou a raposa tomar conta de Naruto, Luffy inventar uma transformação nova e repentina, Sakuragi enterrar uma bola difícil? Diria ser impossível ou errado ocorrer? Algumas vezes até seria, mas não num Shonen! 


Segundo Ponto - Caso você admita cenas que sejam controversas até para uma fantasia, e admita que o protagonista deve sempre vencer (NO FINAL), mas ainda sim vê protagonismo em todo lugar, então você é daqueles que mesmo sabendo que ele deve vencer, e sabendo que coisas irreais podem ocorrer, acredita que devem ser atestadas conforme os próprios predicados dispostos na obra, isto é, Kuririn não pode conseguir socar o Bills, tampouco Toriko perder para um animal fraco, de baixo nível de captura... E por aí vai. Bem, aqui está uma parcela dos que adentram mais profundamente nesta discussão, tal argumento é mais embasado nos próprios universos estudados, seja um Shonen ou Seinen. Contudo, não podemos dizer que algo não pode acontecer numa história fantasiosa. Nós nos fazemos acreditar que existe lógica ou limite na visão de um autor Shonen, mas quem estipulou tais barreiras? Você? Bem, se foi você quem as estipulou ao analisar o decorrer da obra e todas as características de cada personagem (Enfim, estipulou após estudar o assunto), ainda sim foi VOCÊ quem estipulou as SUAS "Medidas", e o autor pode muda-las a hora que quiser, inclusive na luta final... Olha Luffy vs Katakuri mostrando isso, ou então o desfecho de Naruto com o duplo Plot Twist, e por aí vai. Pois, no final, não é somente o protagonista que vai vencer, mas o autor que vai dizer como será.




Enfim, entendo todos os argumentos, e todas as indignações em muitos casos, mas a grande maioria é o famoso MIMIMI. Sem dúvida alguma. 

Em um dos primeiros episódios de Boku no Hero, Midoriya diz que o anime é a história de como ele se tornou o herói mais forte... E logo no início de Naruto ou One Piece, os personagens em um breve monólogo, não poderiam dizer que aquela era a história de como eles se tornaram o Hokage da vila e o Rei dos Piratas, respectivamente? Ou você acha que os protagonistas vão perder antes de completar seus objetivos? Sai dessa e aproveita a obra. E se algo tiver muito SURREAL, ou SURPREENDENTE, senta, respira fundo e grita: wooooow; depois volte a ler, pleno.

Bem, é isso. 90% do dito Protamimismo é falso, mas que existe, existe! Reafirmo aqui... Maaaas, não é na proporção que dizem ser! 




Brendon Cantuária, CEO e Fundador da Shounen Go! 
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