19 de abril de 2018

O MAIOR DOS HERÓIS ( SUPERMAN COMEMORA 80 ANOS)



 

O MAIOR dos heróis completou 80 anos recentemente e deixar de comentar acerca desta imagem, deste ideal único, é inaceitável quando se discute o mundo dos quadrinhos, do entretenimento e de grandes personagens. Afinal, o Superman nada mais é do que a metonímia do "ser herói", o símbolo da paz, o inalcançável e muita das vezes perfeito (ou não). 

Desculpem os fãs da Marvel! Mas é inegável a posição do Super-Homem na primeira posição da IGN, graças a sua repercussão além das revistas indo para rádios, programas e telas, que a produção no mercado de histórias em quadrinhos nunca mais parou de ser investida.

COMO NASCEU O MAIOR HERÓI DOS QUADRINHOS E TELAS DE CINEMA DE TODOS OS TEMPOS?

Estreou na revista Action Comics #1(1938)  onde os leitores puderam acompanhar a primeira aventura do Superman, a edição além de estrar a história do personagem, datou um marco na indústria de produção das HQs americanas.

Jerry Siegel e Joe Shuster(criadores), eram amigos de Colegial em Cleveland e fanáticos por ficção científica, foram os criadores de uma fanzine em 1933 onde no terceiro capítulo aparecia o herói, esta obra ficou conhecida como "O Reino de Superman", foi escrita por Jerry Siegel e ilustrada por Shuster. Nesta obra o Famoso Superman aparece como um vilão, semelhante a Lex Luthor(que por coincidência ou não veio a se tornar o verdadeiro vilão do combatente do crime no futuro).

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A dupla então fica fanática pela idéia da criação de uma revista e história onde passam a lapidar o personagem e apostam nas mudanças em suas características, também tornando-o um herói. Eles queriam  para sua obra espaço em tirinhas de jornais ou em tirinhas de revistas já produzidas na época.

Foram então, a diversas distribuidoras de quadrinhos, mas nenhuma aceitou a história de um personagem com super poderes. Um cara que era à prova de balas, tinha uma segunda identidade e vestia um uniforme gritantemente colorido. Sem dúvidas não era a aposta para o momento, o qual se referia a histórias com protagonistas mais realistas...

Depois de muito chão e portas fechadas em sua cara, a dupla que já tinha determinado trabalhar com quadrinhos conseguiu seu primeiro espaço na National Allied Publications que futuramente viria a ser uma das bases da DC Comics, mas não começaram com as tiras da história do Homem de Aço. Ao invés disso esta editora precisa preencher espaços com páginas em branco nas suas revistas, e a dupla ficou encarregada de suprir essa necessecidade com as histórias do Detetive do Sobrenatural Dr. Oculto, e as Aventuras de Slam Blandley. 

Ambos personagens resistem ao tempo e permeiam as histórias do Universo DC, como o caso do DR. Oculto que aparece no vol. 12 da Liga da Justiça Dark (Novos 52)




Com a entrada de um novo sócio grande na empresa, algumas medidas drásticas foram tomadas... Eles queriam cortar os custos pagos pelos direitos autorais de tirinhas famosas dos artistas dos Jornais, e aproveitar os artistas novos ou até mal sucedidos no momento.

Outra característica  fundamental desta mudança de rumo na NAP foi a intenção de criar edições exclusivas para histórias serem contadas por capítulos em uma única revista, sem muito tempo com a gráfica na época e sem um carro chefe, O Homem de aço foi apresentado, e sem muita opção de escolha foi aceito para inicar o volume 1 das novas impressões da empresa.

Mal sabiam eles que haviam cometido AMAIOR CARTADA para o sucesso de todos os tempos quanto a criação de uma história de super heróis...

O SURTO NAS VENDAS

Eles mal entendiam e não acreditavam o que faria aquele formato, do primeiro exemplar, vender mais do que qualquer outra aposta da empresa antes, chegaram a fazer pesquisas para constatar se era mesmo por conta do Super-Homem...
O Grande sucesso fez com que no ano seguinte "Superman" ganhasse nome próprio em sua revista além de também continuar fazendo parte da Action Comics.

primeira capa firts vol superman action comics #1
Action Comics #1



CURIOSIDADE

A dupla de criadores tinha vendido a posse dos direitos autorais do personagem por 130 dólares na troca de um contrato pela produção das histórias do mesmo nas revistas, na mesma época em que o personagem estourava e ganhava programas de rádio, televisão,  séries, propagandas, eventos, cinema e etc... Confuso, mas isso pareceu ser válido para Siegel e Shuster.

Shuster desenha enquanto Siegel olha atentamente e palpita na arte final


APARIÇÕES MARCANTES DO SUPERMAN NA HISTÓRIA.



Segue abaixo os momentos mais marcantes do Super herói mais popular do mundo:

SUPERMAN - GRANDES ASTROS

Superman - Grandes Astros

Conta a história de superman refletindo sobre sua existência, moral, e toda eternidade a desfrutar(o que pode ser um infortúnio). A capa desta edição mostra o herói sentado em uma nuvem olhando para o espectador enquanto Metrópolis está em caos.

SUPERMAN #1
Superman #1 (1939)


Está é a primeira Revista solo das aventuras do Homem de aço, escrita por Siegel e desenhada por Shuster, a capa foi concebida por Leo O'mealia... A curiosidade é que ainda nesta época, o personagem não era capaz de voar, apenas saltar  pelos prédios. kkk

SUPERMAN vs MUHAMMAD ALI

suoerman vs muhammad Ali (1778)


Este foi um especial , o qual Superman enfretava muhammad Ali em 1778, esta capa foi uma das mais marcantes para a saga geral do herói.

Curioso é que está luta passou a ser retida em outras histórias tendo por sua última vez, uma HQ da Arlequina.

THE DEATH OF SUPERMAN - A MORTE DO SUPER- HOMEM

A MORTE DO SUPER HOMEM SHOUNEN GO
DEATH OF SUPERMAN


Com uma decadência nas vendas nas obras das HQs do herói, os editores resolveram matá-lo, para que então houvesse uma chamada de atenção do público... Algo do tipo: "Mataram o Superman! Mas Como".

Sem dúvidas esta também é uma das capas mais icônicas da história do Super-Homem, que teve seu design feito por  Dan Jurgens.

Com esta ideia surgiram muitos roteiristas de várias vertentes que resolveram matar o personagem em várias histórias, mas sim, Superman teve uma morte na linha do tempo canônica da DC Comics. Para depois surgir títulos com, "O que aconteceu com o Superman" e "O retorno do Superman".
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2 de abril de 2018

Desenhar é DOM ou TREINO?



Antes de mais nada devo esclarecer dois pontos: O primeiro é que respeito quem acredita que o dom artístico advém somente de condições supra humanas, e que os maiores cânones da história nasceram para ser grandes. É uma visão que engloba o metafísico acima de tudo, afinal, alguém que nasce Picasso, no princípio, deve ter sido muito amado lá no céu, né? Agora, já o segundo ponto, é dizer que também respeito aqueles que acham tudo isso uma balela sem precedentes, haja vista argumentarem que sem treino motor para tocar um instrumento, desenhar ou fazer uma escultura, não se aprende a verdadeiramente tocar, desenhar ou esculpir. Ora, respeitar os dois, no entanto, não significa que corroboro com suas visões... E mais ainda, acredito que ambos estão equivocados em muitos pontos. Os primeiros, por sua vez, contariam sempre com o "predestinado", e os outros diriam que qualquer um poderia ser um Pelé, um Jimmy Page ou um Takehiko Inoue, afinal, com treino se chega lá, certo? Ambas as visões sentencio como equívocos severos, ademais, vamos adentrar nesta polêmica para ver se - com certo esforço - consigo tipificar e elucidar minha visão. 


Pois bem, o fazer artístico é DOM ou TREINO? Nas últimas semanas vi uma dicotomia TREMENDA em relação a este assunto deveras polêmico... E por ser complexo e interessantíssimo, resolvi discorrer em suas possibilidades. 

Argumento 1. Se se pensa na arte como algo de "berço", então qualquer um que tente exercer o fazer artístico, seja escrever ou desenhar, que não tenha predisposição para aquilo, estaria fadado ao iminente desastre natural. Ou então, mesmo que conseguindo exercer e expressar-se através da linguagem artística, ainda sim seria inferior àqueles que NASCERAM com o DOM para a cousa. É perigoso afirmar algo tão drástico sem poder sequer provar empiricamente, afinal, tais frases significam pragmaticamente o seguinte: Mesmo que você se esforce jamais irá chegar lá, mesmo que doravante siga os passos dos grandes artistas. Isto é, para que se esforçar num sonho bobo e medíocre? Não nasceu com o dom, não tem qualquer predisposição para isso... O Neymar jogava mais bola com 10 anos do que você joga agora, Kentaro Miura desenhava muito mais que você AGORA, quando tinha só uns 12 anos... Pra que tentar se NÃO VAI chegar lá? Mesmo que motive-se e se esforce cotidianamente estará abaixo dos "predestinados" com o DOM.

Esquisito pensar dessa forma, não é mesmo? Chego até a cogitar que tenha um fundo de verdade nisso tudo (Mesmo que seja duro assumir). Pense bem... Se você treinasse algo que não tem a menor disposição física e mental, quiçá espiritual, para exercer, enquanto outro que tivesse tal predisposição treinasse da mesma forma, o mesmo período... Quem ficaria acima de quem em técnica e qualidade? E aprofundando mais ainda, você acha que se não tivesse uma predisposição física, mental e espiritual para exercer tal faculdade, conseguiria treinar o mesmo tempo e com a mesma facilidade de um gênio que faz aquilo tudo por vontade própria e gosto? 

Se acredita que sim, então para você bom é quem treina, e qualquer disposição inerente ao ser é pura falácia, e é errado desacreditar das pessoas, pois possuem capacidade infinita de serem o que quiser com o empenho correto. É um pensamento bonito, e compactuo em muito com o exercer de suas vontades afim de se chegar a um objetivo maior, um sonho, uma ambição. Mas é evidente que existem limitações, e ao mesmo tempo que existem limitações - e deve imaginar doravante que todos encontram com "aporias", no meio do caminho, uma hora ou outra - existem os gênios que destroem estas muralhas de impedimento, mostrando porque são tão bons naquilo que fazem, porque são especiais, diferentes... Canônicos

Ou seja, com devido empenho se chega onde quer, mas o topo talvez necessite do algo mais, e o algo mais talvez não coube a nós, mas a Deus.


Argumento 2. Se se vislumbra o fazer artístico, mais especificamente o ato de desenhar, derivado de esmero, dedicação diária e estudo, acredito que faça parte dos que acreditam que treino puro resolve, certo? Bem, concordo em partes com sua visão de que o treino excessivo e a vontade geram progressos imensuráveis na sua atividade. 

O problema desta questão é a seguinte: E se um garoto de 8 anos tocar na guitarra algo que necessitaria uns 10 anos de prática e estudo apurado? Ele não teria algo de especial? Se uma criança de 11 anos tirasse no violão clássico canções que necessitariam de uma apurada leitura de partituras e mecanização dos acordes nas mãos, que em anos um grande violonista teria dificuldades para aprender, ele não seria ESPECIAL, DIFERENTE dos demais? 

E se por acaso o mesmo ocorresse com um pintor ou desenhista? Aliás, Picasso fazia pinturas belíssimas desde criança, Miura (Já citado no texto - Mangaká de Berserk), desenha a nível profissional desde os 12 anos de idade... E o que falar de Takeshi Obata ( Death Note; Hikaru no Go; Bakuman) que aos 15 anos de idade ganhou um SUPER concurso no Japão, vencendo de diversos mangakás experientes, tanto na escrita quanto no desenho? Prodígios assim existem em diversos âmbitos, não somente na arte e no esporte... Mas também existem crianças que fascinam o mundo nas ciências exatas desde cedo, fazendo cálculos e adentrando em assuntos que NÃO DEVERIAM saber, se interessar ou ter mínima capacidade àquela altura, para executar... Mas o fazem, contrariando a tudo e a todos. 

Dizendo de forma resumida e pura, o que quero enfatizar é o seguinte: Como alguns jovens tocam instrumentos mais e melhor que mestres formados, tendo 1/3 da idade dos mesmos? Ou então como crianças desenham maravilhas sem nunca ter feito um curso ou frequentado as melhores universidades, tampouco terem tido a experiência necessária para tal? Curioso, não? 

E a ciência explica? Até tenta... Mas dizer pragmaticamente porque uma garotinha de 12 anos toca mais que um professor de música de 40, não é tão simples assim. Ou então, explicar como um moleque pinta mais que um grande artista com seus 30 anos, sendo que adquiriu tal habilidade  5x mais rápido que um MESTRE normalmente adquiriria... Curioso, não é mesmo? Existe... E pode estar mais próximo do que imagina (Bem comum ver isso com jovens matemáticos ou jovens esportistas). 

Isto é, negar a existência do "algo mais", é negar a existência de gênios... E se comprovadamente existem, é uma errata desacreditar do dom. 


Enfim, é claro que questões genéticas entram nisso tudo, dá pra saber logo ao nascer quem será um bom atleta velocista e quem não tem predisposição genética para tal. Contudo, a cousa toda fica mais complexa e emblemática ao pensar na arte. A arte é a pura expressão do ser em essência, e não se sabe quem será ou não será grande artista analisando o DNA ou simplesmente o meio em que viveu (Muitos gênios vieram da nobreza, muitos da burguesia e muitos outros das favelas). Ou seja, a genialidade do artista, mesmo que de berço, não pode ser percebida nos primeiros instantes de vida... Pelo menos não com análises científicas. 


Porém, é muito interessante algumas pesquisas que se fazem em relação à atividade do artista mundo a fora. Ora, numa Universidade prestigiada da Europa fora feita uma pesquisa com os melhores violinistas do local, e também com os mais iniciantes, menos prestigiados, por assim dizer. Algo incrível foi percebido neste estudo: Foi notável, após as pesquisas, que aqueles que tinham mais horas de estudos diários e mais tempo de estudo em sequência coincidiam, em TOTALIDADE, aos melhores violinistas da casa. Ou seja, quem havia passado mais tempo treinando e se esforçando era o melhor, simplesmente e diretamente proporcional ao esforço. Mas é claro, estávamos falando de um ambiente com gênios, talvez todos tivessem o mesmo DOM e desempatavam de acordo com o TREINO... É uma opção, é uma leitura do caso. Todavia, é uma prova explícita do quanto o esforço diário e a dedicação são necessários... Os melhores pianistas passam de 8 à 12 horas diárias treinando por longos períodos, além do treino motor e de partituras, o improviso, o arranjo, a composição e etc. Sentir prazer no algo que exerce é fundamental para passar horas a fio aprimorando-se e não enjoando do que faz (O que é importante contra a falta de inspiração e preguiça). 


No quesito do esporte, grandes nomes são reconhecidos por terem sido GRANDES GÊNIOS atletas, enquanto outros são reconhecidos por terem sido GRANDES GÊNIOS preguiçosos. No primeiro caso, temos o já citado Pelé, temos Michael Jordan, Cristiano Ronaldo (Como exemplo mais atual), e agora no caso dos grandes gênios preguiçosos temos mais opções ainda... O mais triste para todos nós talvez seja o Ronaldinho Gaúcho (Saiu do auge muito rápido por não treinar o quanto deveria) e talvez Maradona que nunca foi muito adepto aos treinos diários e condicionamento saudável (Vide drogas e má alimentação). 

Diego Maradona beijando a mão de Ronaldinho Gaúcho.


E não se engane... Na arte também tem isso! Não se esqueçam do nosso amado Togashi! O gênio preguiçoso dos eternos hiatos em suas obras... No fim, o fazer artístico, é a síntese do Dom, a que não cabe a nós discutir e só aceitar, e o esforço (Este é nosso papel no mundo), a busca incansável por nossas ambições individuais e prazeres específicos. Bem, pelo menos esta é a minha visão completa do caso. Comente sua opinião e nos siga nas redes sociais! 

Yoshihiro Togashi Mangaká de Yu Yu Hakusho, Hunter x Hunter e Level E.


Artigo de Chico Lacerda, Escritor e Editor da Shounen Go!
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31 de março de 2018

O REI DA JUMP!





Em 19 de julho 1997 estreava uma tímida série na revista semanal japonesa Weekly Shonen Jump. Seu nome One Piece, seu autor Eiichiro Oda... Um jovem de 22 anos e pouquíssima experiência anterior com séries longas. O que poderia se esperar deste apostador? Os traços iniciais não eram lá essas coisas, uns poderiam até dizer serem controversos em detrimento do que se esperava de um Shonen Clássico. Mas apesar dos pesares vingou, a popularidade foi instantânea, e hoje, 21 anos depois, One Piece chega aos 900 Capítulos. Um marco HISTÓRICO, que cabe a mim comentar.

Mas olha só, pra começo de conversa, devemos entender por qual situação passava a Jump no final dos anos 90. 

Sabe "Dragon Ball"? Então, tinha acabado em 95. "Yu Yu Hakusho" e "Slam Dunk"? 1994... E o também gigante "Rurouni Kenshin", acabaria em 1999. Isto é, 4 das obras mais populares no Japão e no mundo (Em TODOS os tempos!) se deram entre final dos anos 80 e meados dos anos 90, contudo chegaram ao fim... JUNTAS! O que preocupava demais o imaginário da Editora Shueisha e principalmente da revista Shonen Jump. 


O que quero alertar sobre este período é o seguinte: As obras que mais tinham vendido nos últimos anos por todo o Japão - e resto do mundo - e que faziam estrondoso sucesso com os animes e filmes na TV, tinham acabado. E você não poderia esperar uma série nova de Togashi (Yu Yu Hakusho e HunterxHunter) e Toriyama (Dr. Slump e Dragon Ball) nem tão cedo. Resultado? Colapso. As vendas caíram, audiência baixou, concorrentes subiram... Inclusive concorrentes internos, afinal, este período estava recheado de bons Seinen e Shoujo começando ou no clímax de suas obras. Vale lembrar que o antológico "Berserk" é de 1988 (One Shot) e a série se desenvolvendo durante o início dos anos 90! 

Resumindo: Dragon Ball, Slam Dunk, Yu Yu Hakusho e Rurouni Kenshin chegaram ao fim e uma lacuna comercial e emocional se deu no coração dos fãs Japoneses. Como resolver? Bem... Esperando novas grandes obras aparecerem.


E apareceram! Para a sorte dos editores e de fãs ao redor de todo o mundo. Os 3 salvadores vieram um em cada ano. One Piece (1997); Hunter x Hunter (1998); Naruto (1999). E revolucionaram a forma de se ver e fazer Mangá, para sempre todo o sempre.


No entanto, algumas peculiaridades separam o primeiro dos outros 2. E tais peculiaridades fazem daquele, indubitavelmente diferente destes, e dos demais que vieram após o "Boom Naruto" - Como por exemplo Bleach (2001); Kekkaishi (2003); Ao no Exorcist (2009); Black Clover (2015) entre outros - mas quais peculiaridades seriam essas? 

A primeira é o HIATO! Característico do nosso querido Yoshihiro Togashi e o eterno Hunter x Hunter (Que, pelo tempo de publicação, deveria ter mais capítulos que Naruto, mas não tem nem metade). O que provoca um imenso problema de regularidade... Jamais uma obra sem regularidade poderia competir no topo por muito tempo, mesmo sendo o lendário Togashi. Enfim, o que quero dizer é: HxH é excelente, Togashi acertou duas vezes (Yu Yu Hakusho e Hunter x Hunter), mas a não regularidade por ele proposta, impede que seja um CARRO CHEFE da Jump, sendo somente um algo a mais... E como bem expliquei, a Jump àquela altura, não queria um algo a mais, queria uma obra que substituísse DRAGON BALL e SLAM DUNK (O que produzindo regularmente já era difícil, imagina com hiatos). 


A segunda é popularidade INTERNA! Masashi Kishimoto (Autor de Naruto) por vezes, tanto em audiência quanto vendas, demonstrou-se superior a One Piece... Mas no Ocidente, e não na própria casa! Este é um agravante para a epopéia pirata ter decolado nas vendas, enquanto Ninja ficava pra trás... Pra trás (batendo inúmeros recordes) mas pra trás... Tão pra trás que chegou ao ponto de já não poder rivalizar, em vendas ou audiência INTERNA com One Piece, por MILHÕES de unidades. O que vale ser ressaltado para expressar o porque de One Piece ser um Rei solitário... Ele estava além das perspectivas comerciais de Naruto, e pelo decorrer de ambas as obras (Vide - Após arco do Pain), sabemos qual foi a que nos frustrou profundamente em erros sequenciais até seu fim... Um fim pequeno ao pensar na imensidão que foi Naruto para todos nosso corações, infelizmente. 

Tal drama é presente... Na verdade, inclusive em Boruto (Continuação de Naruto a partir de seu filho).

Mas convenhamos, a influência do Ninja Loiro está presente no Japão e ao redor do mundo, seu anime foi um "boom" gigantesco nas Américas, a ponto de se equiparar com as antigas audiências de Cavaleiros dos Zodíacos (Saint Seiya) e Yu Yu Hakusho no Brasil. E, mais ainda, a ponto de mudar a forma como autores desenhavam mangá no Oriente.

Enfim, apesar da grandeza de Hunter x Hunter e Naruto, se não fosse a saga de Monkey D. Luffy, a cadeira de Rei da Jump deixada por Goku e suas aventuras, teria ficado vaga por mais de 2 décadas...

Esta é a mais pura realidade, expressa tanto em popularidade, quanto duração da obra.

 Na última edição da Jump a obra de piratas chegou aos INCRÍVEIS 900 CAPÍTULOS! Fora os mais de 800 episódios e diversos Ovas, peças de teatro, e adaptações pra TV. One Piece é soberano. Da Coréia à Angola, pergunte que terá resposta, Luffy será o Rei dos Piratas, assim como hoje é da Jump.

De fato é uma febre mundial! É a história em quadrinho com mais vendas na HISTÓRIA, é a obra com mais vezes primeiro colocado na votação semanal da Jump, além de estar no top 10 de audiência do Anime no Japão, durante todos esses longos 20 anos.


Mas agora vem cá, você deve estar se perguntando: One Piece é tão soberano assim, ou só estava a frente dos rivais Hunter x Hunter e Naruto? Para descobrir basta analisar as votações da Jump, além de olhar quantas capas principais a obra teve, em detrimento aos grandes sucessos que vieram após seu início: Bleach, Gintama, Katekyo Hitman Reborn, Death Note, Toriko, Kuroko no Basket, Beelzebub, Bakuman, Haikyuu, Boku no Hero,  Black Clover... Entre outros grandes sucessos do século XXI.  Todos abaixo de One Piece, dadas as devidas proporções, em audiência interna e externa, vendas, popularidade em geral e adaptações externas à obra. É um fato, que evidentemente não te impede preferir outras obras além das citadas, gosto é diferente de venda que também é diferente de qualidade.


Por fim devemos admitir... One Piece é o REI DA JUMP! E você deveria ler e assistir a esta obra que vem encantando diversas crianças, jovens e adultos por todo o globo.

Aliás... 21 anos, 900 capítulos e em breve 90 encadernados não são pouca coisa. São anos de dedicação e amor pelo que trabalho, afim de, sempre e sempre, manter-se no topo do mundo.


Caso tenha gostado do escrito, não esqueça de comentar o que achou e assinar o site com nossas obras gratuitamente - www.shounengo.com

Até mais!



Alberto Luis, Editor da Shounen Go!
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7 de março de 2018

Mais do que uma PLATAFORMA, uma FAMÍLIA!



Seria prepotente da minha parte tentar decifrar o porque da Shounen Go incomodar tanta gente... As vezes imagino que seja nossa ascensão repentina, ou então nossa forma dinâmica de encarar os problemas e, portanto, supera-los sem reclamar a todo instante. Na verdade, acredito até que eu saiba a razão de tanta oposição, mas trata-la neste breve artigo, não faria o menor sentido. Afinal, este artigo não é sobre vocês que desistiram, mas sobre nós, aqueles que insistiram

Capa do capítulo 8 de T-Hunter estréia esse Final de Semana!

Diariamente vemos posts e comentários do tipo:

"Ah, como é difícil ser ilustrador no Brasil..."

"Como é difícil ser mangaká por aqui..."

"Vivo correndo sem rumo atrás de um sonho impossível... Odeio isso aqui..." 

É quase que cotidiano comentários como esses destacados acima, e mesmo estando em aspas, não pertencem a um único autor... Não tem autoria específica. Ou seja, podem representar até, quiçá... A maioria dos quadrinistas brasileiros, infelizmente.

É triste mas tem um quê de verdade nisso tudo. Não só afirmo que muitos dos mangakás brasileiros tornaram-se pessimistas após inúmeras desilusões na carreira, como afirmo também entender tais desilusões. Afinal, todos tem contas para pagar, todos cansam com a falta de feedback dos fãs e, principalmente, todos uma hora sucumbem perante as dificuldades. No fim, simplesmente... Desistem. 

Deux ExGear obra  Original da Go!

E é por causa desses fatores que a Go surgiu... A ideia, a plataforma... O espírito, a casa... Enfim, a família do mangá brasileiro. 

Viemos para mostrar aqueles que ainda não desistiram, que há sim esperança de ser ilustrador ou autor no Brasil, mesmo perante tanto lixo sendo consumido diariamente advindo da grande mídia e do Establishment (Entendo que talvez um mero apostador fazer sucesso pode indignar os verdadeiros artistas. Mas acontece, até lixo vende quando tem quem compre). Viemos para provar que sim, nós podemos! Vocês podem! 

Podem ser reconhecidos por seus trabalhos, podem sair em revistas e jornais, podem vender e ganhar dinheiro com seus cartoons, quadrinhos, mangás... Sim vocês podem. Mas, talvez, seja mais difícil tentar sozinho, individualmente, como gatos na noite atrás de comida no lixo. Pra quê? Por quê? Por que agir desta forma por orgulho quando pode ter um lar? Uma casa unida em prol de você e de seu trabalho? 

Juntos, definitivamente, somos mais fortes e temos mais alcance. Juntos podemos dar a oposição fracassada um recado: A Go não é só uma plataforma criada por jovens deslumbrados, a Go é uma família! A família do Quadrinho Nacional, a família do cenário independente de Novels, Mangás e Cartoons. A família que une e unirá grandes autores e editores. Levando-os, por fim, para leitores de quadrinhos em todo o país. E (Quem sabe) futuramente... De toda a América! 

Página do mangá "Human" estréia esse mês, também Original da Go!

E essas palavras finais vão para você que já desistiu...

Dê-se uma nova tentativa, companheiro! Junte-se a Shounen Go! Junte-se ao sonho do mercado de quadrinhos nacionais! Tente outra vez, antes não existia a gente, agora existe. E por si só é uma novidade que pode mudar todo o contexto. NÃO desista! Olhe quantas obras fantásticas? A maioria exclusiva e Original da plataforma, com assistentes, editores, roteiristas e criadores de conteúdo pronto para divulga-las! 

Não vale a pena desistir sendo tão talentoso...

Página de Louis de Dampierre, obra exclusiva da Go!

Mas é claro que EU SEI que foi difícil até aqui, EU ENTENDO que você se desiludiu e pode estar frustrado, mas EU QUERO você mesmo assim. Seu talento, sua vontade, seu amor pelo que faz... Basta querer e acreditar no seu trabalho, nós seremos seu caminho, e prometemos te dar um destino final lindo... Basta não se deixar levar pelos acasos negativos, mas abraçar a grande causa que trará a você seu tão desejado sucesso.

Ah, e aos desgostosos que estão encucados com nosso repentino sucesso, não se afobe não. Já dizia o poeta: Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Seja humilde, você não é dono do mercado brasileiro de mangás, tampouco o rei que taxará subjetivamente aqueles que irão triunfar ou não no cenário... Afinal, anote o que eu digo: Já estamos triunfando. 

Nossas obras falam por si só.

Capa do capítulo 3 de Anjo da Guarda, obra Exclusiva da Go!


Brendon Cantuária CEO and Founder of Shounen Go! 
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28 de fevereiro de 2018

Gantz vs Berserk - Exposições



Qual deve ler? 

OS DOIS! Sim, tanto Gantz quanto Berserk são duas grandes obras, leia os dois, (Gantz será mais fluido, Berserk mais pesado na leitura em alguns momentos, mas valerá cada segundo) compara-los é até inocente, mas em breve explico porque vejo tal NECESSIDADE.

Vamos lá, sem enrolações: Por que Gantz é melhor que Berserk? Vou ser direto neste assunto, para não parecer usar de Sofismas tentando provar uma falsa visão.


Para provar dividi as obras em algumas interseções denominando-as de Os 7 FUNDAMENTAIS:

Plot Central
Personagens
(Principais, Coadjuvantes e Antagonistas)
Diversidade
Condução
Arte (Traço, Cenário e cenas em geral)
Originalidade
Roteiro

Os Sete Fundamentais evidenciam o melhor das obras, e pontuei em notas de 7 à 10, pois bem... Vamos lá:

Plot Central - Seria o núcleo base da obra, o enredo FUNDAMENTAL, que sem ele não seria POSSÍVEL a existência da obra. Está intimamente ligado com Condução e .Roteiro.

Neste caso ficaria 10-8 para Berserk, evidentemente a base da história e os altos e baixos são mais profundos e até derradeiros do que Gantz. Pelo menos até a metade. Acredito que isto seja inclusive um consenso dos que lerão este artigo, então não me demorarei nesse tema.


Personagens - Seriam as personagens da obra, dos protagonistas e antagonistas aos coadjuvantes, além da maneira que foram construídos e a relação deles com a obra.

Na minha análise é um empate de 10-10, ambos inovam nos antagonistas e os personagens principais são interessantíssimos, apesar de Gantz ser superior em coadjuvantes, levei mais em conta os tantos vilões e a forma como foram utilizados, por isso o empate. No entanto, poderia ser facilmente dado como vitória para Gantz. Torno a dizer: Mais personagens coadjuvantes emblemáticos, e personagens principais de apoio bem mais interessantes. A maioria dos fãs de Gantz fica no trio Caska-Griffith-Gutts; no outro caso, tem uma abrangência maior, sem dúvida alguma. Não só dos tantos Coadjuvantes bastantes presentes na obra, mas principalmente pelos protagonistas de apoio... Não é só "Gutts, Gutts, Gutts...". Alguém discorda que Berserk tem poucos personagens interessantes presentes no plot da JORNADA? Deixe nos comentários.


Diversidade - Esse ponto pode ser um pouco mais polêmico. Terminei em 10x10 novamente, mas muitos dirão que Berserk é superior e muitos outros dirão que Gantz é superior. A realidade é: Ambas as obras apresentam diversidade em seus personagens, cenas e cenários... Mas de modos dicotômicos. Um aborda uma realidade alternativa num típico medieval Europeu, e a outra obra abrange um Japão contemporâneo, mas com elementos de Sci-Fi entranhados na obra de diversas formas. A maior diversidade de Berserk pode ser vista nas batalhas, nos cenários, nos diversos exércitos, suas composições e principalmente antagonistas. Já em Gantz a dicotomia é nos protagonistas de apoio, nas cenas dramáticas e, como na primeira, principalmente nos antagonistas (Tanto Alien diferente pela obra da um tom louco, frenético e mesmo com certo asco, torna-se genial ao longos dos capítulos. Diversidade se relaciona com muita coisa, desde a Arte ao Roteiros... Mas fundamentalmente está ligado à Originalidade.



Condução - Adianto: Esta será a conclusão mais polêmica, pois defini 10-8 para Gantz. Por quê? Vamos lá.

Gantz é uma obra indubitavelmente complexa, de certo muitos consideram-a "confusa" (E um Seinen não tem tal direito? Ser confuso? Ser complexo? Causar medo, dissabor, desgosto?). Já Berserk é considerado também complexo, mas é incomum alguém chama-la de confusa, ou mal elaborada. Os arcos são bem feitos, o roteiro é bem estipulado, tudo bem amarrado. Mas num ponto fica chato (Não somente pelos hiatos, mas principalmente pela repetição). Todavia, como um mangá repetitivo pode ter diversidade? É ai que entra a ORIGINALIDADE: Berserk tem diversidade repetindo a mesma fórmula, acerta bem no desfecho e tudo mais, mas é um consenso notável que a leitura é pesada, as vezes lenta e até mesmo cansativa (Para alguns insuportável).

Empiricamente notei que mais gente desistiu de Berserk pela leitura cansativa, ou seja, erro de Condução, do que por hiatos (Que também é um erro por assim dizer).

Porém, os fãs de Berserk devem pensar que 10 a 8 ainda é um placar injusto, afinal, Gantz não é confuso?


Bem, confuso pode até ser. Mas não deixa de ser bem pensado e elaborado. Ser confuso não implica ser mal feito ou "furado", a obra foi bem montada e baseada em horror, e "loucuras intensas" tal qual Alice no país das maravilhas, talvez (Nas devidas proporções). E tudo isso num tom desprezível que somente Hiroya Oku consegue levar mantendo o plot, e a leitura fluida e quente... Isto é, mantendo a CONDUÇÃO da obra num nível equivalente nos diversos capítulos e arcos.

O Gradual de Gantz é equivalente ao de Berserk até meados da obra, mas em um ponto este fica lento, cansativo e retilíneo. Enquanto aquele outro, mantêm-se fluido, agressivo e emocionante (Intenso).

Destas afirmativas derivam a vitória de Gantz neste quesito. (Obs - Isso não faz da obra do Espadachim negro menos obra ou chata).



Arte - Níveis altos em ambas as obras (Traço, cenas de luta, cenas dramáticas e cenários), ambos possuem traços realistas, e Hiroya utiliza 3D na sua obra, enquanto, por sua vez, Miura intensifica a obra em detalhadas cenas de batalha... Detalhadas e antológicas.

Poderia ser empate? Sim. Mas serei o mais justo e imparcial possível neste caso: 10-9 Miura.

Por quê? Quesito dificuldade pode ser semelhante, ainda mais pelo uso do 3D nas cenas de Gantz... Mas a complexidade dos traços de Berserk é notável. Portanto, mesmo com DIFICULDADE equivalente em técnicas diferentes, Berserk é mais complexo e harmonioso... Isto é, mais trabalhoso, por assim dizer.


Originalidade -  10x8 para Gantz. Já citei os motivos, Berserk se torna repetitivo, cansativo e a história se passa no clichÊ medieval em guerra.. Já vimos isso em filmes, séries, livros, animes, mangás, jogos e por aí vai. Faz sucesso? Faz, claro! Mas não é tão original assim, tampouco os personagens. Mercenários e guerrilheiros básicos do período, Griffith foi idealizado como um nobre de sangue não azul e por aí vai, nenhuma grande inovação em roupas, cenários e armas... Nos apóstolos, talvez, mas o tema pagão e demônios é tão clichê quanto os Aliens de Gantz. Mas, percebam como os Aliens são usados em Gantz... Já de cara é algo bastante dicotômico e incomum... Um ALIEN CEBOLA, e por aí vai, desde dinossauros a bonecos. O Universo é mais amplo, mais surreal e, por conseguinte, ORIGINAL.

Por assim dizer... Podemos dizer que Gantz reinventou o que imaginamos de Aliens, em todas suas formas e diferenças, e mais ainda, criou um jogo bem criativo, mortífero e com INÚMERAS variáveis. Parte de premissas incríveis, pessoas mortas, uma sala... Caça, você volta vivo se não morrer no jogo e por aí vai, elementos psicológicos fantásticos derivados desta base criativa.


Roteiro - Outro empate em 10-10. Ambos tem falhas no roteiro, estritamente falando. E ambos não demonstram no roteiro sua melhor face... Lembrando que Plot e Roteiro tem divergências... Então história legal não significa bom roteiro e vice-versa.


Ficamos então com uma pontuação de 67 à 66 para Gantz. Vitória apertada, mas justificada. Em breve a parte 2 desse artigo sairá, comentando acerca dos comentários em oposição este artigo e aprofundando os temas discutidos... Agi num tom mais superficial e de pontuações breves propositalmente. Um dos objetivos era  ver a reação e as discordâncias, podendo assim ampliar minha própria visão e refutar de uma maneira geral, as discordantes.

Obrigado quem leu até aqui, caso concorde ou não. Acompanhe!



CANTUÁRIA. B CEO and Founder of Shounen Go!  
Shounen Go shounengo.com

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25 de fevereiro de 2018

Mangá é ARTE! Queira você ou NÃO!




Recemente um post polêmico acerca da concepção artística de histórias em quadrinho, foi compartilhado por alguns amigos na rede social Facebook, sua origem? Shonen Comics, uma nova plataforma que surge com o viés da inovação e compromisso ao seu lado. Ou pelo menos era isto o que diziam defender.


De primeira ao observar o post, há certo espanto com a frase, afinal, o mestre Tetsuo Hara criou nada mais nada menos que a antológica obra Fist of the North Star (Também conhecido como Hokuto no Ken). 


Devido a tal alarde um dos autores da Shounen Go! foi pesquisar curioso, evidentemente, atrás de como foi dada esta resposta e em qual circunstância se encontrava o autor ao respondê-la. Prestem atenção de como foi conduzido tal ato impróprio, tal equívoco por parte da página que postou. 

Aqui está na íntegra a resposta do mestre que criou Hokuto no Ken (A verdadeira resposta, completa, em contexto e sem omissão ou deturpação): 


A tradução livre que fizemos (Para aqueles que não dominam o inglês seria):

"Na França e na América, os quadrinhos são feitos com cores, e devo dizer que me parece uma forma de arte. Se você visitar esses países, dirão que mangá é arte. Mas não pensamos dessa forma. Esse jeito de pensar é fundamentalmente diferente, pensamos que mangá é puro entretenimento" (Tetsuo Hara)


Evidentemente há alteração explícita no sentido da frase, e esta, promove interpretações equivocadas por parte dos leitores de mangá (Ou Comics em geral), quase como um Fake News. Aliás, tal assunto foi tratado sem o mínimo de desvelo, e é devido não somente a omissão do sentido real da frase que venho escrever este texto, mas pela negligência pérfida e galopante inferida a partir de uma frase como "Mangá não é arte... Mangá não é arte... Mangá não é arte". Isso mesmo autor de quadrinhos, você é um "showman" que não detém nenhuma proeza específica, tampouco dialoga através de vários sentidos para se expressar. Afinal, você, pobre mangaká, pobre ilustrador, pobre PSEUDOARTISTA... Não passa de entretenimento pueril, descartável, "capitalesco" e nada canônico.

Mas isso é uma FALÁCIA! A Go! discorda, eu discordo, e qualquer leitor ou autor minimamente instruido descordaria. Até porque, Arte, pela etimologia, descende do latim Ars - Que significa TÉCNICA. Além de ser caracterizada como expressividade, através de diversos caminhos, de diversas linguagens... Uma pintura, quiçá um texto, uma escultura, uma música, uma dança, um DESENHO


Ou seja, a premissa de que a produção não seria uma arte é puro sofisma, e que inclusive, foi baseado numa interepretação errônea e mal educada de uma frase de um GRANDE artista, que é o Tetsuo Hara. Na verdade, qualquer um que tenha o mínimo de escolaridade e arrumação intracromossomial específica, vai perceber que ele está dizendo algo como: "Os gringos idealizam muito a produção de mangá, pra gente é sem sentido, porque mangá é muito comum. Aliás, o deles que parece arte, é todo colorido". Ou seja, ele explicita que o mangá é tão comum no Japão que não é romantizado, e ainda sim é meio equivocado ao dizer isso, (Vide: Bakuman e tantas outras obras que praticam o Metonímico ato de dizer o mangá através do mangá) contudo, é a opinião do autor, e somente isto... Devemos respeitar e procurar entender e rebater, mas, jamais, DETURPAR como foi feito. 


Enfim, a tradução por parte da Shonen Comics foi errônea, o modo que trataram com total desmazelo tal caso, foi errôneo. O post em si é um erro, é um fake news, e mais ainda, é um ataque a todos aqueles que (Desculpe falar) se FODEM todos os dias para fazer obras incríveis aqui em solo Nacional -apesar dos pesares-, ou até mesmo no Japão, que seja. Arte advém da expressividade através de múltiplos significados e da estética objetiva... Além de treino, treino, muito treino (E talvez um toque de dom). Mas nunca, jamais,... A Arte será baseada numa opinião pouco embasada de uma plataforma que antes de se lançar, já peca, já sangra, já arde em si e por si. 


Mangá é arte, Desenho é arte, Shonen Comics não Só entretenimento ;) - 



CANTUÁRIA, B. CEO e Fundador da Shounen Go!
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